De molho em casa ou “cadê o quadril que estava aqui II?” – 32 semanas

Você já ouviu em “Symphysis pubis dysfunction” ou SPD? Eu nunca tinha ouvido falar até engravidar. Lembra que eu já tinha reclamado de dores na área pélvica que estavam me fazendo andar feito pato? Pois é. Elas mesmas.

Na 2a. feira passada, por conta disso, eu travei no meio da rua. Aliás, no meio do ônibus, da onde eu mal consegui descer. Estava saíndo da otorrina (uma loooooonga história que inclui a minha cigarra auditiva de estimação, conto depois) e vi que o ônibus se aproximava. Sabe quando você dá aquele impulso pra não perder o bendito? Foi o que eu fiz. Na hora, só senti uma fisgada perto do quadril. Começou a doer, mas tava ok. Consegui sair do ônibus, atravessar a rua e pegar o seguinte que me deixaria na porta do trabalho. Era só atravessar a rua.

Quando fui sair do ônibus, quase que não consigo me mexer de tanta dor, quanto mais descer as escadas. Pensei comigo mesma: “bom, tá doendo muito, vou pro trabalho e peço pro Kam me encontrar aqui e a gente volta pra casa de taxi”. E quem disse que eu consegui chegar no trabalho? No máximo, foi da porta do ônibus até o banco do ponto. Tive que ligar pro Kam de lá mesmo, que, claro, saiu correndo do curso que ele tava fazendo.

Ele ficou em pânico, tadinho, na mesma hora já achou que eu tivesse caído, que a bolsa tivesse rompido ou qualquer coisa do gênero. Enfim, na mesma hora, pegamos um taxi e ele me levou até o hospital.

Chegando lá, fui atendida na mesma hora e levada pra área da maternidade, onde já me atenderam em 5 minutos. Não tenho o que reclamar do atendimento. Mas quem disse que eu conseguia sair da cadeira de rodas pra sentar na cama? Precisou o Kam e a enfermeira pra me levantarem, de tanta dor.

Só sei que na mesma hora checaram a Valentina, que não estava nem um pouco abalada. Muito pelo contrário, não parava de pular. No meio tempo, minha midwife (Ruth) chegou (o hospital ligou pra ela) pra checar se tava tudo ok. Acabou que tive que tomar morfina e ser admitida pra passar a noite por lá mesmo. O Kam acabou indo pra casa (a muito custo, de tanto que insisti) pra cuidar do Eithor que, tadinho, devia estar tendo um treco pra sair…

No dia seguinte, mais exames, ultrassom, monitoramento da mocinha aqui dentro, mais morfina e outra noite no hospital.

No fim, fiquei lá até 4a. feira à noite. E de molho em casa. Na 5a. feira, a midwife (Annie) ligou pra ver como eu tava depois que saí do hospital e me obrigou (como se eu não soubesse) a ficar de cama o dia todo, claro.

Na 6a. feira, saí pra ir na fisioterapeuta e na médica. 1 quadra de distância. Mas mesmo assim já tive que parar umas 3 vezes por conta da dor…

A Ruth (midwife) ligou no sábado à noite pra ver como eu estava e resultado: de molho até 4a. feira. 😦

Nesse meio-tempo, enquanto a data prevista para Valentina chegar vai se aproximando, aos poucos a gente tem arrumado o quartinho dela. Terminamos (vide o Kam) a pintura no final de semana e montamos (vide o Kam II, eu só fiz ler o manual e separar os parafusos) a cômoda e o berço. Agora ele tá lá, aspirando o quarto e pondo tudo no lugar. No sábado tem o chá-de-bebê que as meninas fofas estão preparando. 🙂

Dona Valentina vai ser beeeeem mimada pelas tias canadenses, pelo jeito.

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2 thoughts on “De molho em casa ou “cadê o quadril que estava aqui II?” – 32 semanas

  1. Aimeudeus, que susto! Não posso imaginar a dor, só torcer pra D. Valentina sair logo da barriga pro seu colo. Oh, eu acertei a data da Alice (da Ana Paula)… E foi antes da due date!

    Melhoras!

    Beijos,

    K.

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