As primeiras papinhas

Depois de ler este post ótimo da Ana, me deu vontade de contar como está sendo a introdução da baixinha ao mundo dos alimentos sólidos.

Valentina e a papinha
"A batata-doce dá uma ótima máscara pro rosto, viu mãe?"

Fui na consulta dos 6 meses, peguei muito material pra ler e resolvi criar coragem. Mãe de primeira viagem é sempre assim, né? Quer fazer tudo perfeito e sempre acha que tá fazendo tudo errado….

Bom, fui atrás dos presentes do chá-de-bebê: pratinho, colher, até uma esteirinha emborrachada (essa tá na caixa ainda, calma!). Pus o babador nela e a coloquei no cadeirão. Picture perfect moment.
Aqui os médicos recomendam cereal de arroz por ser mais fácil de digerir, mas lembrando do Mucilon, não quis dar não. Se agi certo ou não, só o tempo mesmo.

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"Quero mais, quero mais, quero mais!"

Resolvi dar maçã. A careta que ela fez foi de rachar o bico. Até arrepiou, tadinha. Não insisti, depois de duas ou três colheradas e um chorinho, resolvi deixar pra depois. Ela ainda tinha aquele reflexão de pôr tudo pra fora com a língua…

Dois dias depois, catei o Kam e resolvemos dar outra coisa pra ela: batata-doce.
E não é que a menina AMOU? Comeu um mooooonte de batata-doce e nem passou mal! Não só reclamou quando parei como ainda tomou a mamadeira inteirinha, de 210ml! :shock:

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"Achei que era pra comer O prato, não NO prato..."

Claro que mamãe precavida aqui, já tirou o babador e a roupa. Afinal, bagunça com comida é muito mais gostoso pelada, né? rs rs rs

Depois dessa aventura gastronômica, fui introduzindo outras comidinhas. Banana amassada, kiwi, abóbora (outro sucesso de público), ameixa (perfeito pra ajudar no intestino dela, que anda meio preso).

Ela experimentou frango na 6a. passada, mas não deu certo não. Ela fez ânsia de vômito e não insisti. Resolvi esperar mais algumas semanas pra tentar de novo.

Mas notei que a baixinha prefere legumes a frutas. Hoje, por exemplo, comeu feijão verde. Adorou. O kiwi, em compensação tá lá na geladeira há uns dois dias….

Comprei uns dos livros que a Ana sugeriu, o “Blender baby foods”, que dá bastante sugestão de papinhas, dividido por mês. Fiz cenoura aqui em casa. Cozinhei 2 cenouras no vapor e depois bati no processador com água (difíciiiiiiiiiil:lol:).

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A papinha de cenoura no cubo. Nada mal, né?

Coloquei nos cubinhos de gelo e aí é só tirar e descongelar pra ela comer. Dizem que 1 cubo é suficiente pro começo, né? Pois é, no caso da esfomeada aqui, uns 2 cubos, no mínimo!

Mas uma coisa eu não deixei de reparar: as papinhas industrializadas daqui são beem diferentes das do Brasil. Além da papinha orgânica não ser tão mais cara que a normal, não vai sal, óleo, química, nada. É o legume e água, só. Por $0,89 (ou até menos) até ótimo, né? Duas únicas desvantagens, ao meu ver: não é a mesma coisa de uma papinha feita na hora, claro, e não dá pra brincar com a textura como podemos fazer com a comida feita em casa.

Com as papinhas de frutas é a mesma coisa. É a fruta e água. Alguns têm açúcar e outras porcarias, mas são os desserts, as sobremesas que, sinceramente, acho que não faz a menor falta, não é mesmo?

Notei que todas as papinhas no Brasil têm sal ou açúçar, mesmo que em quantidades mínimas. Uma amiga minha comentou que a sobrinha, acostumada às papinhas da Nestlé no Brasil, odiou as papinhas nos EUA, da Heinz ou Gerber (as mesmas que têm aqui no Canadá), provalvemente por não ter tempero nenhum.

Aos poucos, vou criando coragem e fazendo mais coisas de próprio punho. Até comprei abobrinha pra fazer, rs. Quando chegar na parte de pôr temperos é que eu quero ver, pois sou uma estabanada pra pôr sal e não sei usar temperos direito (só fico no cheiro-verde, sal e pimenta-do-reino, alho e cebola, o básico, né?)

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O primeiro resfriado

Valentina sempre teve uma ótima resistência. Eu já fiquei bem gripada aqui em casa, já passou por 3 gripes da minha mãe (lá no Brasil) e ela nada, nem um espirro sequer.

Só que na 6a. feira começou a espirrar e tossir. Não era frequente, mas fiquei de olho. No domingo, porém, a baixinha não tava bem. Dormiu muito mal, acordando o tempo t0do, espirrando e tossindo com muito catarro. Febrinha, super enjoada, chorando um monte… dei tylenol, muito leite, muita soneca…

Tadinha, deu muita dó, ela chorando um monte (quem conhece sabe como ela é brava e tem 3 pulmões), porque não conseguia dormir (espirrava, perdia a chupeta, começava a chorar, perdia o fôlego por causa da tosse e ficava mais brava ainda)…  e eu sem chão, né? :cry:
Na 2a. feira liguei na enfermeira do posto de saúde que me deu várias dicas e o endereço de uma clínica para crianças, em Burnaby. Um achado!

Continuei com tylenol e com sorinho pro nariz dela (e quem disse que ela deixava a gente chegar perto do nariz?).
Dormiu bem de 2a. pra 3a. feira e de manhã, nem parecia que tinha ficado doente! :shock: Acordou às 7h, tomou o leitinho às 8h, fez a soneca das 9h às 11h, comeu papinha de cenoura e tomou outro leite. Dormiu da 1h às 3h da tarde, acordou, comeu outra papinha e outro leite.

Até que dormiu bem durante à noite, reclamando um pouco, procurando a chupeta, mas bem melhor. E na 4a., quem acorda com a garganta ruim? Euzinha, claro.

Peguei o resfriado da baixinha, mas nada que um tylenol e cepacol não ajudassem. Agora é a vez do Kam, mas como é homem, sabem como é, ele tá pra morrer com a garganta doendo, rs rs. Não, não é tão sério assim, mas homem é sempre fraco pra essas coisas, né? E como disse a Chris, e depois nós é que somos o sexo frágil. Hum hum.:razz: