Vamos ajudar?

Notícia Ótima!

Hoje passou a matéria no Fantástico sobre o João Vithor e a Nicole.  João agora consegue comer carne de rã, mas sua irmazinha ainda tem a dieta totalmente restrita ao Neocate.

Quem quiser ver, a matéria está no portal da Globo

Passou também na Record e quem tiver o vídeo, me passa o link!

UPDATE:

João recebeu 20 latas, mas cada uma dura 1 dia e meio. Com sorte, a entrega do leite não será interrompida mais uma vez.

A Comunidade Pediatria Radical criou um fundo de emergência para o João Vithor e o dinheiro da rifa será para ajudar no tratamento e consultas médicas. Agora estamos procurando um especialista que possa avalia-lo, em Brasília. Se alguém souber de um alergologista/imunologista, deixe o contato!

Fundo de Emergência

Ajude comprando a rifa

Tópico relacionado no orkut

~@~

Poderiam ajudar uma mãe com um filho que tem uma alergia alimentar raríssima? O Governo de Goiás não liberou as latas de leite à criança desde janeiro/09.

O leite é caríssimo, chama-se Aminomed, custa R$360,00 cada lata, e, pelo relato da mãe, na 5a. feira, 12/03 foi aberta a última lata que tinham e a criança não pode ingerir nenhum outro alimento. Por ser a única fonte de alimento de João Vithor, cada lata dura cerca de 1 dia e meio, no máximo.

Se quiserem averiguar a veracidade do que digo, eis o link do perfil da mãe da criança:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=14217182057586132730

Abaixo, tópicos criados na comunidade Pediatria Radical, com mais de 10 mil membros, com posts que podem mostrar a seriedade do pedido de ajuda:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1651309&tid=5312221873613134205

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1651309&tid=5312289446244670761&start=1


Procurem ajudar essa mãe como puderem, porque é uma criança sem alimento e o Governo simplesmente deixou de enviar o leite sem que houvesse qualquer justificativa. A mãe possui inclusive, MANDADO DE SEGURANÇA, que não está sendo cumprido pelo Governo.

Para quem quiser/puder ajudar:
Endereço: Rua 207 n° 481 casa 4 – Setor Leste – Vila Nova – Goiania – Goiás – Cep:74640-110

Para depósito:

Banco: Caixa Econômica Federal – Agência nº 2256 – Conta Poupança 00011998-9 – Operação 013
João Vithor Lourenço Rios

Ítens de necessidade:
– leite aminomed
– fralda soft touch M (p/ 1 ano) e G ou EG (só noturna)
– Predsin xp
– Label x


PARA QUEM NÃO PODE DEPOSITAR NA CAIXA:
Quem quiser colaborar através da PAGSEGURO, o link é:
http://www.agenciadenamoro.com/joaovithor.htm

Ajudem a divulgar!

*** Obs: podem clicar sem medo que não é vírus.

*** Obs2: o site agenciadenamoro serve apenas para hospedar o botão de doação da PagSeguro. Ao clicar no botão vc será redirecionado.

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Twittando por aí: 2009-08-16

  • Ah, esqueci de comentar: Valentina dormiu das 20h às 10 da manhã. Fez um nap de 3h e às 7 da noite já tava dormindo de novo. Delícia II 🙂 #
  • Amanhã é dia de picnic no Rocky Point Park! Delícia! 🙂 #
  • @ostapovich you should have said that you wouldn’t mind but you weren’t sure if he’d like your 300lbs… just joking, of course! 😛 in reply to ostapovich #
  • @debysousa if you want to send some $$$ to me, I won’t complain! 🙂 lol
    congrats! in reply to debysousa #
  • @PatFeldman ai, quer me matar de inveja? Por aqui foi canja pra mim, e arroz com brócolis e couve-flor pra baixinha… in reply to PatFeldman #
  • Valentina deu a volta na sala, se arrastando. De marcha-ré e reclamando porque não conseguia parar com a calça escorregadia, hahaha. #
  • @anac somos duas, Ana. Culpa sua que me apresentou, rsrsrsrs.. agora haja cartão de crédito…. 😛 in reply to anac #
  • @ostapovich eu quero!!! Pão de queijo, pão de queijo!! 🙂 in reply to ostapovich #
  • @lubrasil é, isso é verdade… minha avó que o diga. Teve PC em plena II Guerra, no meio de um bombardeamento no hospital. in reply to lubrasil #
  • @fabiofujita deve ser que nem o sushi que fui uma vez: com arroz selvagem, decoração de ópera italiana e a dona era coreana. Perfeito 🙂 in reply to fabiofujita #
  • @lubrasil ué, mas vc não lembra que até bem pouco tempo atrás a cicatriz era vertical e ia até o umbigo? Minha avó tinha uma… in reply to lubrasil #
  • @ostapovich quer me matar de inveja, é? 😛 in reply to ostapovich #
  • @anac same here, só falta o tempo….rs in reply to anac #
  • How did the women managed to make such a mess in their kitchen? #hell’s kitchen…. koodos to the blue team. And Tek, you #fail terribly. #
  • 1 ano de saudades…. sinto tanto a sua falta, vovó! #
  • Valentina descobriu que consegue se arrastar. Pra trás. Foi parar embaixo do sofá…. #
  • RT @themixer_br Xuxa será homenageada no Festival de Gramado por sua “contribuição ao cinema nacional”. Vou ali vomitar e já volto. #
  • Am I the only one who did not notice #whentwitterwasdown? #

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O mundo é dos ouvintes

Acho que todo mundo sabe que sou deficiente auditiva, né? Não escuto do lado direito e uso aparelho no ouvido esquerdo.

Pois bem, depois de muito tempo, posso dizer que sou resolvida com isso. Não me importo em pedir pra pessoa falar mais alto ou ter que explicar o porquê do aparelho.

Mas recentemente algo quase me tirou do sério.
Comprei um celular novo, que veio com fone de ouvido pra usar no carro. É ótimo pois dá pra dirigir sem precisar ficar fazendo malabarismo pra ficar segurando o telefone. O único problema é que toda vez que ia usar o tal do fone, tinha que tirar meu aparelho.

Apesar de ouvir sem ele, não é um boa opção pois escuto BEM MENOS, obviamente. E quando estou dirigindo então, preciso usar pra poder prestar atenção direito no trânsito.

Comecei, então a pesquisar sobre algum fone bluetooth que fosse compatível com o aparelho.
Gente, que dificuldade! Não existe mercado pra isso, simplesmente. Praticamente TODOS os aparelhos são para serem encaixados dentro da orelha, como earphones:

iphone-bluetooth-headsetUm bluetooth assim não me adianta em nada, pois pra poder usar terei o mesmo problema do fone de ouvido, tenho que tirar o aparelho já que dois corpos não ocupam o mesmo espaço, certo? Fui em várias lojas e ninguém sabia me dizer. Chequei no site do Western Institute for the Deaf & Hard of Hearing, onde comprei meu aparelho, e lá só tinha informação para quem é totalmente surdo, o que não é meu caso…

Foi quando achei esse modelinho da Nokia depois de mais de um mês de procura.  O que me chamou atenção, de cara, foi que o fonezinho não entra na orelha, mas fica bem próximo.  Como o vendedor me garantiu que eu poderia retornar caso não gostasse, resolvi arriscar. E não é que deu certo? Agora consigo usar o aparelho auditivo e o bluetooth, principalmente no carro e minha vida ficou MUITO mais fácil, já que não preciso desligar porque tenho que descarregar o carro com as coisas da Valentina ao chegar ou sair de qualquer lugar…

nokia-bh-804_headsetNa foto não dá pra ver muito bem, mas ele não é que nem os fones de ouvido comuns, que se coloca dentro da orelha. Ele fica na entrada da orelha e é bem confortável de usar.

Pra quem tiver na mesma situação, fica aí a dica…

Semana Mundial da Amamentação

Há muito tempo venho querendo escrever sobre a minha experiência com amamentação.

Desde sempre tive comigo que amamentar é o melhor para qualquer bebê. Seja pelos anticorpos passados, pela nutrição, pelo vínculo que se forma, tudo. Quando engravidei, não passou pela minha cabeça a possibilidade de não amamentar. Afinal, pensava, toda mulher tem leite, só não amamentava quem não quer ou não teve a orientação correta.

Durante a gravidez, li muito, vi vídeos, participei das aulas de pré-natal, de fóruns. Enfim, fiz a minha lição de casa. Por volta dos 6 ou 7 meses já tinha colostro, ou seja, tudo indicava que eu não iria ter problemas.

Quando a Valentina nasceu (14 horas de trabalho de parto e fórceps no final) não tive nem colostro. A primeira noite, com ela chorando horrores, nada de nada no peito, imaginem meu estado. Veio a enfermeira, me ajudou a expressar 2 gotas de colostro e foi só o que saiu. Ela me ensinou a usar a bomba de leite e mesmo assim, não saía nem 5ml. E a Valentina com fome. Eu já tava lá a dois dias e ainda não tinha conseguido dar de mamar direito.

A parteira não ajudou muito, só fazia explicar as posições e nada mais. Até que na 3a. noite outra enfermeira veio com 40ml de fórmula que a Valentina tomou em 2 segundos e meio.

Na hora me deu um troço que desandei a chorar. Foi muito frustante tentar dar o peito, ela pegar e não sair nada, e ainda vê-la chorar de fome.

Quando saí do hospital, passamos na farmácia para alugar uma bomba e tínhamos 4 latinhas de fórmula (cada uma para 1 mamada). Em casa, tentava tirar leite e nada. Tomei remédio, deixava ela no peito o tempo todo e fazia livre demanda.

Quando resolvi não complementar o tempo todo e “forçar” a amamentação, ela não ganhou peso nenhum. Estava dando mamadeira 1x por dia só.  Pra ajudar nenhuma das duas parteiras que me acompanharam no pré-natal foram de muita ajuda. A que eu gostava mais me saiu com essa: “É, tem mãe que não tem leite mesmo, você vai ter que complementar”. Buscar alguma alternativa? Checar a pega? Verificar a mamada, se ela tá tomando o leite gorduroso também? Não, nada disso.

E eu, sozinha num país sem a família, primeiro filho, totalmente perdida, depressão pós-parto, tudo ao mesmo tempo, obviamente que ia fazendo o que ela sugeria.

Não podia ir em uma clínica de amamentação antes das 6 semanas porque teoricamente a parteira é quem tem que dar a orientação até lá. Finalmente, com 8 semanas e muita insistência, consegui ir em uma clínica em Coquitlam.  A consultora olhou, disse que a pega tava boa, sugeriu comprar concha (que eu já tinha!) e só. Mais uma tarde perdida… e nisso eu só de olho no peso dela. Foram 2 meses para ela ganhar 1kg, um toquinho.

Quando ela tinha mais de 3 meses, finalmente consegui ir numa outra clínica em Vancouver, que já tinha ouvido falar muito bem. Lá me ajudaram mais, e sugeriram a sonda de relactação. Com a sonda, pela primeira vez desde que ela nasceu, a Valentina MAMOU efetivamente e eu quase que não acreditei. E por quase 2 meses fomos indo aos trancos e barrancos. Às vezes ela aceitava, normalmente não. Mamava sem a sonda por 1 minuto e olhe lá.

Meus peitos nunca encheram efetivamente e continuo usando o mesmo número que usava antes de engravidar. Não mudou nem 1mm nem antes, durante ou depois da gravidez. Pra “ajudar”, não tive MUITO apoio em casa. Apesar da intenção ser boa (me deixar descansar), a iniciativa do marido de dar a mamadeira de madrugada também contribuiu para o não-sucesso. Ter que ouvir ainda da família que “isso também aconteceu comigo, é de família, etc” também me matava.

Quando fui pro Brasil, Valentina resolveu de vez que não queria mais e eu, tão frustada e estressada por conta dessa batalha de todos os dias (sim, era uma batalha) acabei não insistindo mais. Ela ficou só na fórmula, não teve rejeição de leite, não ficou ressecada/constipada, não teve refluxo, nada.

E eu me remoendo internamente. Via (e isso até hoje) as mães amamentando tranquilamente até 2-3 anos, outras precisando doar leite por conta da super-produção (500ml em 20 minutos de bomba? Aqui em casa é sonho até hoje! O máximo que eu consegui foi 30ml em mais de 40min de bomba), outras escolhendo não amamentar ou sequer tentando…. tudo isso dói. Fico me pensando no que fiz de errado, imaginando se não podia ter sido diferente, ter a baixinha amamentando até hoje ou até quando ela quisesse…

Ainda estou em processo de aceitação do fato de não ter conseguido amamentar. Já ouvi muita gente dizer que “no próximo filho você faz diferente”. Mas, e se eu não quiser outro filho? Não quero ter outro bebê para corrigir os erros da primeira viagem. Estou começando a aceitar isso e entender que não foi por falta de tentar. Vendo a baixinha linda, saudável e gorducha me dá forças pra entender que eu tentei e tenho hoje uma filha linda.

♥♥♥

Mas, sendo a Semana Mundial de Amamentação, queria deixar um presente para uma pessoa que admiro muito. Ela amamentou as filhas por mais de 5 anos, no total. Com cirurgia no peito, todo mundo dizendo que ela não ia conseguir, e sim, conseguiu. A mais nova parou de mamar agora, com 1 ano e meio, com calma, tranquilidade e muito amor.

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