Aos 15…

É oficialmente uma “toddler”. Aquele serzinho que tá deixando de ser bebê, mas ainda não é uma criança grande…

Ela anda pra cima e pra baixo, sempre carregando alguma coisa. Principalmente o “telefone” dela que diz “I love you” em inglês, francês e espanhol.

Ela me vê e vem correndo pra se jogar no meu colo com o sorriso mais lindo do mundo.

Chega na creche, abre um sorriso pra “tia Noori” e vai embora. Nem lembra da mamãe.

Mamãe e Papai viraram “mamaííííííí” e “dadaííííííí” (com ênfase no “i”).

Fala pra caramba, super fluente, numa língua que só ela entende.

Protesta em “toddlerese”. Não é choro nem manha. É só o jeito dela de dizer que não quer tal coisa.

Deu de se jogar no chão quando quer uma coisa e eu não dou. Mas dá 5 minutos, ela esquece.

Entende tudo que a gente fala. Quando quer.

Me dá as coisas quando peço (quando quer, claro), senta pra pôr sapato, tenta pôr o sapato no pé, na mão, na cabeça…

Tem senso de humor, adora rir e adora gente rindo.

Sabe que tem leite vindo quando vê a mamadeira ou  o babador.

Come qualquer coisa que seja comestível ou não. Adora mexerica e tira a casca com o dente (e nem reclama do gosto). Arroz, frango, cenoura e batata-doce estão entre os favoritos. Não tenho o que reclamar nesse setor.

A primeira coisa que faz quando acorda é ir nas tigelas do Eithor. Pôe a mão na tigela de água e tenta comer a ração dele.

Aprendeu a dar tchau. Em português, em inglês e em persa.

Sabe que telefone é pra apertar os botões e pôr na orelha. Só falta convencer que não é pra fazer isso e nem pra transferir chamadas de um jeito que só ela sabe (e nós que temos que nos virar nos 30 pra arrumar).

Quando tem gente falando no computador da mamãe, vem correndo com um sorriso pra ver a vovó.

Se o papai tá sentado no sofá, pede colo pra ver vídeos de música persa. E nem tenta destruir o laptop. Tá, só um pouquinho.

Dorme a noite toda, quase 12hrs.

Quase não usa mais chupeta de dia. Mas à noite precisa de duas pra ir brincando até dormir. E se acorda à noite, já sabe achar outras chupetas no berço, pôr na boca e voltar a dormir.

Logo, logo vai passar pra uma caminha. Sabe descer do sofá, escala a cadeirinha dela e fica em pé lá, sem se segurar em nada, enquanto mamãe pede, pela milésima vez, pra sentar (e ela senta).

É cada dia mais carinhosa. Tá sempre alegre e continua adorando uma farra.

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Quase 15 meses…

Amor é um sentimento que vai crescendo a cada dia, a cada novo sorriso. E amor de mãe é realmente algo sem limites.

Amor de filho, único e incondicional. A alegria de acordar e ver que você está lá, ao lado deles, protegendo-os, apoiando-os, cuidando.

Maternagem, maternidade, maternity, motherhood, palavras estas que definem o que sou hoje. O que fui, até ano retrasado,  não interessa mais.

É importante, sim, mas não interessante. Fui uma menina curiosa pela vida, mulher. E hoje sou tudo isso e sou mãe. É estranho pensar assim de mim mesma. Um ano depois, é estranho dizer “sou mãe”, “minha filha”. Mas é ao mesmo tempo, tão gostoso e me faz sentir tão importante e dona de mim mesma.

A chegada da Valentina me fez crescer de uma maneira que jamais imaginei. Me fez ver a vida como nunca tinha visto antes. Me fez voltar a ser EU, o que já tinha esquecido.

Como explicar para o mundo o quanto ser mãe me faz bem? De que maneira o sorriso dela me faz a pessoa mais feliz do mundo?