E o post #200 é pra comemorar

Depois de anos lutando contra a água, crises feias de pânico, 1 ano de natação intensiva (sempre no nível 1), a minha pequena de 5 anos finalmente criou coragem pra pôr a cabeça debaixo d’água!! Nunca fiquei tão orgulhosa dela quanto na 4a. feira.
O orgulho dela mesma era contagiante. Eu só sorria, claro! E ela não conseguia parar! Foram 40 minutos com ela indo e voltando! De repente se abriu. Descobriu que pular na piscina é divertido. Que pôr a cabeça na água não é um bicho-papão. E olha só: é tão bom se sentir confiante e saber que consegue fazer algo pelo qual ela vem trabalhando há muuuito tempo!
Quem acompanhou a batalha por aqui sabe o quanto isso representa.
 
Eu mal me aguentava e só queria apertá-la e encher de beijos! Saímos pra comemorar no restaurante favorito dela, onde ela pediu um hambúrguer, salada e leite com chocolate. E claro, contou pra todo mundo que viu na frente. Hoje na escola, ela falou pra todas as professoras. Mesma coisa na aula de patinação. 

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E o dia dela está chegando…

Quando a gente é criança, não tem nada mais divertido que aniversário, né?

Imagina, então, quando se faz “uma mão cheia de dedos”? Valentina está que não se aguenta.

Ontem nevou por aqui. Depois de um outono lindo, com muito sol e sem chuva, pegamos um final-de-semana bem frio (com sensação térmica na casa dos -19) e agora, começou a nevar. Coisa pouca, mas o suficiente pra deixar a criançada feliz.

Daí estamos tendo as pérolas pré-5 anos:

Valentina vendo a neve ontem cedo, ao sair de casa:

-“Mami, is my birthday today?”  (mami, é meu aniversário hoje?)
-“Não, Valentina, seu aniversário é na próxima segunda-feira. Daqui 1 semana!”
-“Yeah, meu NAVISÁIO é no next monday!! Is it going to snow?”  (yeah, meu aniversário é na segunda que vem! Vai nevar?)

Neve > aniversário, pelo jeito.

E hoje à noite…

“For my birthday, I want a Barbie boy!”  (pro meu aniversário, eu quero um menino Barbie)
“A Barbie boy? His name is Ken, Valentina!”  (Menino Barbie? O nome dele é Ken, Valentina!)
“So I want a Ken Barbie boy!” (Então eu vou querer um menino Barbie Ken!)

E por aí vamos. Ela está tão querida, tão independente. Ter ido pra escola este ano só fez bem a ela. Recebi o boletim dela semana passada e só tem coisa boa. E quando não é tão bom, a gente vai trabalhando pra melhorar.

Ela é uma personagem nova a cada dia. Um dia vai de chapéu de urso pra escola, no outro, coloca a saia de bailarina. Hoje é noiva e amanhã será batgirl. E ela vive feliz! Gosta de curtir as pequenas coisas em casa, como um chocolate quente no fim de um dia frio, desenhar mil coisas e pendurar pela casa, deitar na cama pra ler livros (nosso ritual de toda noite), de sair no sábado de manhã pra aula de patinação no gelo, correr pelo parque, fazer carinho no Eithor, aprender, aos poucos, as letras e os sons, e perguntar toda hora como se escreve isso ou aquilo. Fazer desenhos cada vez mais detalhados, contar histórias da imaginação dela, brincar com as bonecas, os carrinhos, os pôneis, as princesas, Lego; e fazer de casa um lugar encantado com os mundos que ela cria.

O medo de lavar a cabeça passou. Ainda reclama de água no olho ou no ouvido, mas já lava bem. Inclusive pediu pra lavar nos últimos 3 dias, seguido! Ainda não pôe a cabeça dentro d’água, mas já está mais a vontade na piscina, não tão dura. Em compensação, no gelo, está super bem e na metade do nível, a professora já começou a passar coisas mais sofisticadas pra ela e os outros colegas. Em 5 aulas, ela já sabe levantar sozinha e ir andando pelo gelo. Está melhor que a mãe, claro.

Já reconhece mais de 20 fonemas e todas as letras do alfabeto. Devora livros, mesmo sem ler. Enche folhas e folhas de papel com seus escritos – letras aleatórias – e vem me perguntar o que ela escreveu.

A rotina está mais tranquila. Já nos acertamos, finalmente. Os pitis são cada dia mais raros e ela está conseguindo se expressar melhor e dizer o que sente.

Já vai fazer CINCO anos! Como diz a vovó, “uma mão cheia de dedos”! E não se aguenta de felicidade. E não, não quer bolo! Ela quer brigadeirão de aniversário (receita da vovó!!).

Por você, minha linda, eu faço tudo!

 

A fada das “petas”

Essa noite tivemos uma visita muito especial aqui em casa: “the peta fairy”, ou  a fada das petas (como ela chama a chupeta).

Na noite de sexta para sábado, conversamos, eu e ela, sobre a chupeta. Com 4 anos e meio, ela não dava nem sinal de que iria largar a “peta” sozinha. Quando eu tentava tirar da boca dela à noite, ela simplesmente pulava na minha mão pra pegar a chupeta. E isso em sono profundo. Era um tal de acordar à noite por causa disso que já estava me cansando. Sem contar que já está afetando a arcada dentária dela, significando ter que usar aparelho no futuro.

Então, comecei, como quem não quer nada, a perguntar porque ela gostava tanto da peta. Ela disse que precisava ter algo na boca, senão a boca ficava vazia. Daí foi a minha deixa para contar a história (inventada na hora, claro) da fada da chupeta.

A fada vem em casa à noite, quando todo mundo está dormindo. Ela pega as chupetas e, em troca, deixa algo que a criança quer muito, além de uma carta. Na primeira noite, a fada deixou uma carta explicando as regras pra Valentina. Nisso, consegui uma noite de aviso prévio, assim ela podia usar a chupeta, sabendo que seria a última noite.

No dia seguinte, lemos a carta juntas e escrevemos uma resposta. Valentina pediu um kinder ovo, um coelho de chocolate e uma Barbie. No final do dia, fui até a loja, comprei a Barbie com um cavalo, que ela adora. À noite, ela apagou no sofá enquanto assistia um desenho. Foi de chupeta mesmo. Como seria a última noite, não me importei e tirei depois que a coloquei na cama.

De madrugada, ela acordou pedindo a chupeta. Quando disse que a fada iria levar embora, ela chorou um choro tão sentido, que me fez perguntar se estava fazendo o certo. Pediu mais um pouco, chorou mais um pouco e no meio do choro, disse “bye bye peta”, aos prantos. E dormiu. Juro que nesta hora, quase desisti. Mas fui firme e ela ficou bem o resto da noite.

Hoje ela acordou com as surpresas. O chocolate que ela pediu tanto e a boneca. Parecia criança no natal. Durante o dia a relembrei algumas vezes que não tinha mais peta e ela ficou ok. Vamos ver agora à noite. Já já é hora dela dormir e, pela primeira vez, não terá chupeta para ajudá-la a pegar no sono. Com sorte, não teremos tanto choro….

 

 

 

 

Educação sexual para crianças (ou como morrer de vergonha em público)

Papo da Valentina, em pleno vestiário da piscina (em inglês, claro, porque esse tipo de pérola tem que ser pra todo mundo ouvir):

– Mamãe, quando o médico cortou a sua barriga, doeu muito?
– Como assim, Valentina?
– Sim, quando ele cortou pra eu sair da sua barriga!
– Não, Valentina, o médico não cortou a minha barriga.

Ela pára uns segundos, arregala os olhos e conclui:
– Então eu sai sozinha????

Só sei que eu (e todo mundo no vestiário, claro) ria tanto que não consegui nem responder. E provavelmente devo ter ficado roxa de vergonha. Por que nessas horas ela não pergunta isso em português, hein?

Brasil de novo?

A canadense que não aguenta mais usar calça e casaco:
“Mamãe, can I usar meu shorts no Brasil?”
“Claro, Valentina”
“Mamãe, and can I usar minha chinelo no Brasil também?”
“Sim”
“Yayyyyyy”

Só 5 dias pra irmos de novo para terras brazucas. Depois de 4 anos sem ir, e de repente ir duas vezes no mesmo ano é um sonho, né?
E dessa vez, vamos todos, Valentina, Kam e eu. Monsieur Eithor ficará com amigos (ô saudades!). A Valentina tá que não se aguenta. Todos os dias pergunta dos primos, dos tios, da avó, dos bichos todos (gato, cachorro, cavalo e até uma tartaruga), diz que vai dar abraço em todo mundo.
Vão ser três semanas, mas tão curtinhas…. queria poder ficar mais um pouco!

Amar a mamãe, pra quê?

Valentina e eu conversando hoje cedo. Ela queria pôr uma blusa que estava pequena. Expliquei que ela tinha crescido e tals:
-Mami, when I grow up, I want to be a mamãe!
-Você quer ser uma mamãe? Por quê? (eu, já esperando AQUELA declaração de amor)
-Because I can cook eggs!

(pelo menos ela adora meu ovo mexido, né?)

A barriga

Valentina anda super interessada em assuntos do corpo. Provalvemente, porque aprendeu sobre mamíferos e agora está aprendendo sobre o corpo humano. Ela sabe que estava na minha barriga e que a barriga era grande. Sabe que os mamíferos tomam leite do peito da mãe e que humanos, cachorros, gatos e cavalos são mamíferos.

Outro dia, estávamos deitadas na cama, lendo um livro. Ela começa a cutucar minha barriga e solta:
– Mami, I love sua barriga!
– Por quê, Valentina?
– Because I was inside there! (porque eu estava lá dentro!)

Ainda bem que não perguntou como entrou lá nem como saiu, ufa!